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Jogos de Guerra

A relação entre as forças armadas e os vídeo games sempre foram movimentadas. Desde seus primórdios os games tiveram soldados como protagonistas frequentes. Medal of Honor, Call of Duty e um milhão de outros jogos de tiro em primeira pessoa exploraram exaustivamente a 2a. Guerra Mundial e até mesmo o “pai” do gênero, o Doom, tinha como protagonista um space marine.

Nos últimos anos entretanto o caminho inverso vem sendo percorrido. Em 2007 o exército americano montou um departamento apenas para cuidar do desenvolvimento e distribuição de vídeo games. O bem sucedido America’s Army foi um dos projetos absorvidos pela iniciativa, mas as idéias não param aí. Um outro projeto é o Dismounted Soldier Training System (DSTS), que usará um engine gráfico comercial (o usado no jogo Crysis 2) para criação de simulações para treinamento de soldados. Outro, aindam mais ambicioso, é o uso de EEG para estudar os padrões de cognição de soldados quando jogam vídeo games, identificando as sobrecargas cognitivas que ocorrem em combate para tentar desenvolver estratégias que permitam a eles decidir de forma mais automática cursos de ação. Mês passado foi anunciado pela marinha americana o MOWGLI, Massive Multiplayer Online War Game Leveraging the Internet, um jogo massivo online que coletará idéias dos jogadores para solucionar situações de conflito envolvendo os piratas da Somália. A idéia dos criadores do jogo é que a partir do crowdsourcing de inúmeros jogadores, soluções inovadoras para um problema militar e social possam ser encontradas.

Estes acontecimentos são bem interessantes: os jogos buscam nas forças militares muito de sua inspiração (heróis, enredos, ambientes, etc.) e agora o círculo se completa, quando começam a prover ferramentas e métodos para estes grupos. A despeito do estereótipo do militar tradicionalista e cabeça dura, pelo jeito as forças armadas estão compreendendo perfeitamente a mesclagem inevitável entre os ambientes virtuais e o mundo físico.

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