Games and Health | Exploring Game Studies, Communication and Health

3.9 milhões de dólares para um jogo contra a AIDS

A notícia já tem um tempo, mas vale a pena ser ressaltada aqui:

O Eunice Kennedy Shriver National Institute of Child Health and Human Development garantiu um fundo de 3.9 milhões de dólares para a escola de medicina da universidade de Yale. No decorrer de cinco anos estes recursos serão usados para desenvolver e testar um jogo online que será chamado de “Retro-Warriors” e que vai procurar ensinar adolescentes de diversos grupos étnicos como fazer escolhas saudáveis. A proposta é que os jogadores interpretem seus personagens em um universo virtual, aprendendo a evitar comportamentos de risco que podem levar à infecção por HIV.

Além disso, serão conduzidos estudos para tornar tal ambiente virtual portátil e global, de modo que possa atingir países onde há maior crescimento da epidemia de HIV mas que ainda contam com poucas estratégias de educação para redução dos riscos. Os colaboradores serão experts em desenvolvimento juvenil, teoria cognitiva social, desenvolvimento de inteligência artificial e profissionais de game design.

Talvez estejamos testemunhando um momento singular onde se anuncia a produção de um jogo voltado para a promoção de saúde com recursos suficientes para alcançar qualidades técnicas que rivalizem com os jogos comerciais.

fonte: University of Yale

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There are 2 Comments to "3.9 milhões de dólares para um jogo contra a AIDS"

  • Inesita says:

    Pois é. Como podemos ver, você está no caminho certo e (que coisa maluca…) precisa correr para não ficar “no passado” (bem, isso é exagero, mas…). Parece-me que um grande desafio que se apresenta é: existe ua linguagem universal, instaurada pelos jogos? Se sim, é possível investir em jogos como o que você noticia e comenta acima. Neste caso, como ficariam as noções centrais de cultura e contexto, que são opostas à de universalidade? Temas para desenvolver em sua tese…

    • Marcelo de Vasconcellos says:

      O que você menciona sobre a linguagem me parece um dos grandes problemas da proposta: criar um jogo cuja ambientação seja relevante para diversas culturas, tanto para países desenvolvidos quanto os ainda em desenvolvimento. Um dos riscos seria o jogo tentar criar uma “cultura mediana” para todos os jogadores, o que, a meu ver, limitaria demais sua proposta. Outra possibilidade, mais arriscada mas possivelmente mais empolgante para o público, seria construir uma ambientação fictícia, um “outro” mundo com cultura própria mas com espaço suficiente para que cada jogador contribuísse com o todo a partir de suas experiências e sensibilidades. De qualquer forma, será um enorme desafio, fazê-lo funcionar…

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