Áudio

O Surgimento da Internet

A Internet já existe desde 87, mas virou um fenômeno quando do surgimento do primeiro browser gráfico, o Mosaic, do NCSA (National Center for Supercomputing Applications ) da Universidade de Illinois. Pela primeira vez texto e imagem se mesclavam nas páginas HTML.

Com popularização da rede toda informação passou a ser linkada, inclusive áudio e vídeo. Entretanto a Internet não foi pensada para estes meios. O que vemos implementado hoje se deve à flexibilidade do projeto original e à visão de seus projetistas originais.

As técnicas desenvolvidas pelos novos pesquisadores (como a tecnologia de streaming e a compactação de arquivos em MP3) foi responsável pela grande explosão de multimídia pela qual passou a Web. A despeito do aumento de facilidades, contudo, o uso de qualquer material multimídia ainda requer um planejamento cuidadoso e eficiente.

Antes que qualquer tipo de áudio possa ser disponibilizado via Internet, é necessário que o mesmo seja transformado do seu formato analógico nativo para o formato digital. Este processo recebe o nome de digitalização por este motivo.

Digitalização

A onda sonora é uma curva contínua e irregular. O primeiro passo é filtrar o sinal original para eliminar qualquer ruído. Depois disso são medidos os valores da curva em intervalos de tempo precisos. Estes valores numéricos, convertidos para binário e armazenados serão a representação digital do som. Daí o termo digitalização, que é a conversão em dígitos.

Freqüência de Amostragem

Estes valores tomados em função do tempo são chamados de taxa de amostragem e medidos em amostras por segundo ou Hz ( Hertz ). Quanto menor o intervalo de tempo entre uma amostra e outra, mais precisa é a digitalização do som e maior o espaço de armazenagem para estes dados.

CDs são digitalizados a uma taxa de 44100 amostras por segundo ( ou 44.1 KHz ). Isto é considerado suficiente para capturar toda amplitude auditiva humana, que varia de (20 a 20000 Hz).

Entretanto, existem profissionais de áudio que sentem que o padrão de CD ainda não é suficientemente preciso. Segundo eles, o limite de 44.1 KHz eliminaria sons harmônicos que, embora não sejam audíveis, influenciam na experiência auditiva. Estes profissionais sugerem taxas mais altas de amostragem como 48 KHz e 96 KHz.

Profundidade de Bits

Cada amostra do sinal de áudio precisa receber um valor numérico que reflita sua intensidade. Profundidade de bits ou intervalo de quantização é a faixa de valores que a onda pode assumir no processo de digitalização. Quanto mais bits são usados para armazagem, maior a precisão da digitalização e conseqüentemente maior o espaço necessário para armazenagem.

CDs usam amostras feitas a uma profundidade de 16 bits, o que permite 216 (65536) valores que a onda pode assumir em dado instante no tempo. Os mesmos engenheiros de áudio que reclamam a respeito da taxa de amostragem também acreditam que 16 bits permitem uma escala pouco variada. Não é incomum hoje em dia ver sistemas profissionais de 20 e 24 bits (24 bits guardam mais de 16 milhões de valores ).

Digitalizar áudio a uma taxa de amostragem de 44.1 KHz (44100 amostras por segundo ) usando 16 bits para o canal esquerdo e mais 16 para o canal direito de um sinal estéreo gera uma taxa de dados de:

44100 amostras / segundo x 16 bits / amostra x 2 = 1411200 bps =

= 1411200 bits / segundo / 1024 bits / Kb = 1378 Kbps

Este valor é 40 vezes maior do que os 34 Kbps que um típico modem de 56 K consegue transmitir, além de tornar impraticável o armazenamento de seqüências de áudio muito longas. Dessa forma, é necessário se recorrer a métodos de compressão de dados para que o som possa ser transmitido via Internet ou mesmo armazenado de forma eficiente.

 

voltar ao topo